Designers, empresas, indústrias e estudantes brasileiros têm até o dia 7 de março de 2008 para inscrições no IDEA/Brasil. Edição brasileira do Internacional Design Excellence Award, o IDEA/Brasil premiará representantes de 18 categorias em três níveis de excelência ouro, prata e bronze e vai garantir a inscrição dos finalistas na premiação americana.
Implantado há 30 anos, o IDEA é promovido pela Industrial Designers Society of America (IDSA) e tem patrocínio da Business Week, que publica uma edição anual com o prêmio como matéria de capa nos Estados Unidos, Europa e Ásia. O Brasil é o único país a ter o direito de realizar o concurso fora dos Estados Unidos.
Podem participar do prêmio produtos das 18 categorias: Produtos Comerciais & Industriais; Equipamentos de Comunicação; Equipamentos de Informática; Estratégia de Design; Ecodesign; Equipamentos de Som, Jogos e Entretenimento; Ambientes; Produtos para Casa; Design de Interface; Lazer e Recreação; Produtos Médicos & Científicos; Produtos para Escritório; Embalagens; Acessórios Pessoais; Projetos de Estudantes; Pesquisa; Transportes e Jóias.
Os projetos inscritos serão julgados em duas etapas por um júri de nível internacional. A primeira seleção será realizada por um júri remoto entre os dias 8 e 22 de março e, em seguida, por um júri presencial, de 9 a 11 de abril. Os finalistas serão conhecidos no dia 28 de abril.
Informações, regulamento e inscrições pelo site ww.ideabrasil.com.br
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Virada de ano e o Rio de janeiro fica cheio de turistas. Entre as muitas atrações da cidade, uma está na área do design. É a exposição "Design Plural: Design e Instalações", que pode ser visitada até 20 de janeiro de 2008, no Parque das Ruínas, um centro cultural situado na bucólica Santa Teresa, nas imediações do conhecido bairro da Lapa. A mostra reúne trabalhos da arquiteta e designer carioca Mônica Correia e de seus alunos do curso de design tridimensional da Universidade de Iowa (EUA).
A mostra exibe projetos de móveis, interiores, objetos e instalações criadas com modelagem computacional. Diversas técnicas digitais foram empregadas no desenvolvimento dos projetos, como realidade virtual, prototipagem rápida e controle numérico computadorizado. Os projetos são marcados por uma notável pluralidade de materiais, conceitos, formas, funções, temáticas e conteúdos.
Alguns dos projetos foram classificados em concursos nacionais e internacionais. Entre eles, The Skin of Corian® 2006, organizado pela Du Pont™ e Designboom®, Itália; Blanche Ames National Juried Art Exhibition 2006, EUA; o Prêmio Abiplast Design 2007; o Salão Design Casa Brasil 2007; e o Prêmio Liceu de Design 2007.
Design Plural pode ser vista de terça-feira a domingo, das 8h às 20h, no Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa, Rio de Janeiro). Mais informações pelo telefone (21) 2252-1039.
A iniciativa é aberta a designers de todo o mundo, via online. Interessados podem participar individualmente ou em grupo com no máximo dois projetos, que devem ser inéditos. O vencedor receberá 10.000 Euros. Já o segundo e o terceiro colocados ganharão 6.000 e 4.000 Euros, respectivamente.
Informações e inscrições
www.aedo-to.com/citroen
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
A arte dos cartazes de rock
Franz Ferdinand por Gregg Gordon The White Stripes por Rob JonesNine Inch Nails por Chris HoneywellQuase esquecidos em terras brasileiras, os cartazes de shows e festivais, quando não se resumem a lambe-lambes vulgares, costumam ser objetos de alguns poucos colecionadores, que costumam importá-los de sites especializados ou estúdios europeus e norte-americanos.
Pôster do americano Lindsey Kuhn divulga um show da cantora islandesa BjörkEm São Paulo, a badalada festa da loja virtual de discos Peligro, que acontece semanalmente no Milo Garage - casa noturna que abriga um volume interessante de cartazes importados - lança mão de pôsteres concebidos por designers e ilustradores da capital paulista para se divulgar. A maioria dos trabalhos é feita em impressão digital, mas já tivemos muitos cartazes em serigrafia e até mesmo em tecido. Estamos fazendo cartazes desde o início da festa, que completa três anos em janeiro explica Guilherme Barella, um dos organizadores do evento.
Cartaz de Flávia Nalon e Fábio PrataCom a constante sofisticação de programas de edição de imagem, como o Corel Draw e o Photoshop, amadores e profissionais não se atrelam apenas aos métodos mais tradicionais de concepção de pôsteres, como a serigrafia e a xilogravura. Muitas imagens são concebidas inicialmente na prancheta para em seguidas serem finalizadas no computador, o mesmo processo sofrido pelas histórias em quadrinho.Tradição e vanguardaA história dos cartazes, das belas imagens do francês Henri de Toulouse-Lautrec às célebres gravuras soviéticas, consolidou-se no último século, e foi profundamente absorvida pelos artistas contemporâneos. Ainda assim, é notável a influência que a arte de rua tem nos trabalhos dos ilustradores. A linguagem do estêncil, do sticker e principalmente do grafite sempre esteve entrelaçada com os pôsteres de rock.Um dos principais cartazistas e ilustradores de rock, Rob Jones é conhecido pela vasta série de pôsteres produzidos para as bandas White Stripes e The Recounters, projeto paralelo do guitarrista Jack White. Jones, que criou a capa do último álbum da dupla, Icky Thump, elabora há anos as imagens de divulgação das turnês do White Stripes, apelando somente a tons de vermelho, preto e branco. Já nos trabalhos dedicados ao Recounters, Jones segue uma tendência em voga entre os jovens artistas, lançando mão de temas vintage.
Ilustração do artista Johnny CrapA trajetória da banda e suas raízes, ou simplesmente seus nomes, fornecem ao artista os elementos necessários para a criação dos pôsteres. Os cartazes das bandas Flogging Molly e Dropkick Murphys, por exemplo, são pontuados por imagens de trevos, cervejas escuras, duendes e boxeadores, temas que remetem à cultura irlandesa, inspiração de ambos os grupos de punk-rock. Já a cantora norte-americana Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, viu uma série de gatos espelharem-se por seus pôsteres, enquanto aparelhos de rádios e televisores figuram em quase todas ilustrações do cultuado grupo TV On The Radio. Na webO site Gigposters é dono de um dos maiores acervos virtuais de cartazes de música. São mais de 80 mil imagens de milhares de bandas de todos os gêneros, das mais famosas às menos conhecidas. O portal conta ainda com fóruns, seções dedicadas a artistas e classificados onde as ilustrações são vendidas por preços que variam de 15 a centenas de dólares - caso das tiragens limitadas e estampas raras. Outro endereço completo, o American Poster Institute, reúne obras de dezenas de artistas e estúdos, onde é possível encomendar algumas das obras.
Trabalho produzido pelo ilustrador Rob Jones
Radiohead por Emek
Pixies por Rimac ArenaThe Arcade Fire por Jarmaine RogersFeist por Diana SudykaBeck por ParadisoWeezer por Nancy Chiu
Lily Allen por Filmore New York At Irving PlazaPara saber mais:GigpostersAcervo com mais de 80 mil imagensAmerican Poster InstituteGaleria virtual de artistas e estúdiosPeligroCartazes e informações sobre a festaFotos: www.gigposter.com
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Exposição "Pierre Mendell – Cartazes

Quem passar pela Caixa Cultural Sé, em São Paulo, poderá conferir parte da obra do designer gráfico alemão Pierre Mendell. Nascido em 1929, Mendell já recebeu a medalha de ouro dos Art Directors Club de Nova York e tem trabalhos na coleção de design gráfico do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).
A mostra no Brasil apresenta 30 cartazes feitos para o Teatro Nacional da Baviera, que levaram o tema da ópera para as ruas e para um público mais jovem, e para o museu Neue Sammlung (Museu para artes aplicadas e design de Munique).
A exposição, que já passou pelo Japão, reúne peças selecionadas pelo próprio autor, reconhecido pela simplicidade com que trata os temas complexos de seus cartazes. De acordo com depoimento do designer gráfico brasileiro Alexandre Wollner, cedido especialmente para a organização da mostra, o valor de Mendell está no alto grau de elaboração gráfica de cartazes. "Eles apresentam comportamento visual significativo no cultivo de uma linguagem do simples e do objetivo", explicou Wollner.
A arquiteta Bebel Abreu assina a curadoria da exposição, que tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio do Goethe-Institut, Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG), TVA, Institut für Auslandsbeziehungen, Estúdio Mol e Videocubo. A visitação está aberta de de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada gratuita. O endereço da Caixa Cultural é Praça da Sé, 111. Veja mais em: www.pierremendell.com.br .
Serviço
Exposição "Pierre Mendell – Cartazes"
Realização: Mandacaru Design Gráfico
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Apoio: Goethe-Institut, ADG – Associação dos Designers Gráficos do Brasil, TVA, Institut für Auslandsbeziehungen, Estúdio Mol e Videocubo
Visitação: de 14 de novembro a 13 de janeiro
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural da Sé – Galeria Neuter Michelon
Endereço: Praça da Sé, 111 – a 100m do metrô Sé
Preço: Grátis
Informações, inscrição para a mesa-redonda e agendamento para escolas: (11) 3321 4400 e www.caixacultural.com.br
Site oficial: www.pierremendell.com.br
Observatório DesignBrasil cria canal de comunicação entre empresários e designers
Foi lançado oficialmente no dia 19 de dezembro, em Brasília, o Observatório DesignBrasil. Acoplado ao Portal DesignBrasil, o novo site é ferramenta útil para o empresário brasileiro que tenha interesse em identificar talentos de diversas áreas de atuação do design - gráfico gráfico, de produto, de moda, embalagem, interiores e PDV, multimídia e web, entre outros. Além de poder conferir o portfólio de profissionais e de estudantes, o empresário também pode incluir um anúncio na seção de Classificados, para encontrar alguém com o perfil adequado às necessidades de seu negócio.
O Observatório DesignBrasil mapeia e reúne informações de abrangência nacional sobre o que está sendo produzido em design. Para isso, traz informações atualizadas sobre os resultados de premiações e concursos reconhecidos pelo Programa Brasileiro do Design (PBD).
O Observatório pode ser acessado pela página inicial do DesignBrasil ou diretamente pelo endereço www.designbrasil.org.br
Foi lançado oficialmente no dia 19 de dezembro, em Brasília, o Observatório DesignBrasil. Acoplado ao Portal DesignBrasil, o novo site é ferramenta útil para o empresário brasileiro que tenha interesse em identificar talentos de diversas áreas de atuação do design - gráfico gráfico, de produto, de moda, embalagem, interiores e PDV, multimídia e web, entre outros. Além de poder conferir o portfólio de profissionais e de estudantes, o empresário também pode incluir um anúncio na seção de Classificados, para encontrar alguém com o perfil adequado às necessidades de seu negócio.
O Observatório DesignBrasil mapeia e reúne informações de abrangência nacional sobre o que está sendo produzido em design. Para isso, traz informações atualizadas sobre os resultados de premiações e concursos reconhecidos pelo Programa Brasileiro do Design (PBD).
O Observatório pode ser acessado pela página inicial do DesignBrasil ou diretamente pelo endereço www.designbrasil.org.br
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Todo preço tem seu preço
Obter um pagamento justo pelo trabalho que você desenvolveu é uma tarefa tão árdua como, no meu caso específico, planilhar todos os fornecedores de conteúdo, categorizar cada linha de texto de acordo com periodicidade, natureza, tom e voz e, finalmente, escrever tudo isso de forma agradável e adequada ao público alvo que tive que descobrir em três meses de entrevistas diárias.
Propostas que vão e vêem, escopos que triplicam da noite para o dia, hora de trabalho reduzida à metade, enfim, criar um orçamento e aprová-lo frente a nossos clientes é quase sempre uma cruzada. E você não é o Saladino da história.
A dificuldade que enfrentaremos será diretamente proporcional à maneira como foi negociado o projeto, ao momento financeiro do cliente e, até mesmo, à visibilidade que sua empresa, ou você, têm frente a seus contratantes. Ou seja: negociou mal e, ainda por cima, é um pequeno e independente consultor? Cuidado, a chance da queda é maior.
Mas porque devemos cobrar?
Parece uma pergunta boba, mas em alguns casos, pagar por seu trabalho é a última coisa que o cliente vai querer. Imagine que você está num meio do famoso time multidisciplinar (na maioria das vezes, infelizmente, isso quer dizer que ligaram para você e para mais duas ou três figuras três dias antes da reunião inicial com um megacliente), quarteirizado e ainda por cima tem que se comportar como integrante de um time vencedor e junto há pelo menos alguns anos. Quer argumentação você terá, sabendo que seu preço terá, pelo menos, duas taxas de comissão e duas negociações paralelas, ou seja, vocêXprodutora e produtoraXcliente?
Ou ainda: imagine que você está quase fechando e surge o "garoto do 402", famoso personagem que compra um ou dois livros de flash, baixa uns arquivos ".fla" pra lá de marotos e se porta como o próprio mestre macromedia. Como enfrentar perguntas nada espirituosas e justificar toda sua experiência e portfolio ao ouvir pérolas do tipo "você também faz aquelas animações que estão usando agora?", "Mas tudo isso para você escrever alguns textos?", "Você é arquiteto e mexe com internet? Estranho..., foi a crise, né?"
Cabeça erguida. A vitória é para poucos. Você deve cobrar porque é um profissional. Porque sabe fazer o que pouca gente sabe. Porque conhece internet como ninguém. E porque, caramba, quem vai ficar acordado até as 3h da manhã? Você deve cobrar, e bem, por que é assim que será respeitado. Mas...
Cobrar tem hora certa?
Tem. Eu particularmente evito dar um preço logo no primeiro contato. Muitos amigos agem assim também. Você precisa pensar, analisar, pesquisar a vida do cliente, o que já se fez para ele e até mesmo computar taxas de urgência e oportunidades indiretas. Normalmente o que indico é levantar um briefing bem bacana, ir para casa/escritório, fazer uma pesquisa de uma tarde inteira, estudar como anda sua alocação, checar se nenhum cliente está pretendendo te contactar no momento e, computando tudo isso, chegar a um preço bruto. Taxas de negociação, porcentagens a mais ou menos em função do interesse são coisas pessoais. Deixo para a imaginação dos leitores. Calma, tem mais...
Métodos mais comuns
Ainda que pensando tudo isso, existem alguns métodos básicos de levantamento de preço. Enumero os mais comuns. Se algum leitor lembrar de um novo, esteja à vontade...
Lauda, layout, peça
Funciona muito bem quando estamos falando de apenas uma peça ou pequenas campanhas. Os sindicatos e associações têm suas tabelas. Que são irreais na maioria dos casos. Vale aqui conversar com parceiros e tirar uma média que você adapta de acordo com o perfil do cliente
Escopo fechado
É um grande risco. Porque, salvo raríssimas e honrosas exceções (i.e. Gerentes de Projetos competentes) o escopo é tão fechado como a defesa do Flamengo (duro admitir, principalmente como rubro-negro). O maior cano da minha vida, por exemplo, tomei assim.
Hora
Tem se mostrado o método ideal. Se você é de criação como eu, fica difícil quantificar quanto vale uma hora de trabalho. O mais interessante é que cada lugar acredita num valor. Não dá nem para dar um parâmetro, já vi falarem de R$ 18, 20, 40...e até inacreditáveis R$ 80. Sinceramente? R$ 30, 35 acho justo. R$ 40, ideal. Ajuste de acordo com a duração do projeto: os mais curtos, hora mais cara, os mais longos hora mais em conta. Estamos indo bem? Você já mostrou para seu cliente, que a essa altura já é seu amigo, que é preciso pagar alguma coisa, que você não é o garoto do 402 e que, caso prefira tem três modalidades de cobrança e que a última (R$40!!!) é a mais indicada. Só falta fechar, correto? Muita calma nessa hora. Nada de avançar o...
Sinal
Sabe aquele pacto romântico - com um suave toque realista, que ninguém está aqui para acabar com a vida assim, sem mais nem menos -, em que furamos os dedões e trocamos gotas de sangue para todo o sempre com as nossas namoradas adolescentes? É sempre bom garantir alguma coisa assim quando se fecha um projeto. Como vai pegar mal a primeira alternativa, sugiro o bom e velho sinal. Vinte por cento está ótimo. Fecha o compromisso por parte do cliente, deixa você feliz e estimulado para trabalhar e te dá uma p... responsabilidade. Agora a coisa é séria, mãos à obra. Pegue todo o combinado, coloque naquela propostinha caprichada e mostre ao que veio. Você só tem uma chance.
Finalizando
O tema, pelo que vimos até gora, é vasto. Algumas idéias do rascunho eu nem abordei. Aos poucos vamos colhendo o retorno e registrando novas versões dessa difícil tarefa, a de dizer, afinal, o quanto seu trabalho - e você -, valem. Seja qual for o tamanho do orçamento, seja quantos prêmios você vai ganhar com um belíssimo hotsite, ou ainda, quanto trabalho vai agilizar para os cinco mil empregados que utilizarão a intranet que você desenvolveu, todo preço tem seu preço. O único que não pode pagar é você.
10 pontos observados sobre o post anterior
A Isabel comentou e não posso deixar de registrar. Para quem não conhece, além de ser uma das leitoras mais antigas, é uma excelente Gerente de Projetos e Artista plástica. Já enfrentamos alguns projetos juntos, calotes, escopos fantasmas e tudo o que venho registrado aqui. Como achei dicas valiosas demais para ficarem nos comentários, estou trazendo aqui para frente.
Antes, um aviso da própria "...fala pros teus leitores que esses pontos são princípios. Já me vi em situações em que nem o contrato nem todas as regrinhas valeram de nada, me enrolaram legal e até cano levei. Acontece com qualquer um.... "
Então vamos lá.
Dicas de uma Profissional Freelancer ex-gerente de projeto:
1.O valor que você cobra para os seus serviços é diretamente proporcional à firmeza do seu papo na hora de negociar. Quanto mais segurança na sua proposta, mais chance dela ser aceita sem regateios. Se você achar que o cliente é pão-duro, adicione um a mais no orçamento para negociar até o valor que você acha justo. ALiás, você deve sempre ter uma contra-proposta na manga. Não tem coisa pior do que começar um frila já puto porque ficou barato.
2. Não entre naquele papo de "depois a gente acerta". Depois você não vai acertar nada porque o cliente vai te enrolar. Bote o "acerto" por escrito com discriminação de valores, datas de pagamento e forma de pagamento. Assim, você nunca cai no disse-não-disse e acaba levando um cano.
3. 50% de entrada, sempre. Se o cliente muda o jogo no meio do projeto ou desiste de você, pelo menos você já ganhou algum. E mais importante, você passa para o cliente que você não é nenhum otário que trabalha de graça.
4. Não tenha medo de cobrar o extra, se vc tiver que trabalhar mais do que o previsto. Acordo é acordo. A maioria das pessoas que conheço sai no prejuízo porque tem vergonha de cobrar aquele valor adicional por causa de uma idéia que surgiu tarde no projeto e deixa o cliente enrolar com medo de macular a excelente relação até aquele ponto. Os clientes geralmente respeitam o fato de você pedir o que lhe é de direito. Mostra caráter.
5. Não cobre mais barato só porque você está com todas as contas atrasadas. O desespero de um free-lancer pode ser grande às vezes, mas não vale apenas fazer concessões e dar descontos absurdos para apagar um incêndio. Isso acaba queimando o teu filme, e no final, você acaba tendo de pagar do próprio bolso pelo prejuízo.
6. Não cobre muito mais barato só para desbancar a concorrência, e nunca cobre abaixo da tabela do sindicato. Isso abaixa a média do mercado e acaba sendo prejudicial para você no futuro.
7. Se você conseguir prever que vai fazer mais de um trabalho com o mesmo cliente, pense bem na hora de cobrar o primeiro trabalho. Todos os trabalhos subsequentes serão baseados no preço que você deu para o primeiro. Se cobrou barato no primeiro, vai sair no prejuízo no segundo e assim por diante. Se o cliente te recomendar para outro cliente por causa do teu preço baixo, você dançou, vai ter que cobrar mais baixo sempre.
8. Não gaste todo o dinheiro que ganha. Assim que entrar os primeiros 50%, resolva os pepinos e já garanta as contas do mês seguinte. Assim você não vai se desesperar e ser refém os ítens 5, 6 e 7.
9.Inversamente, não cobre muito mais caro só porque está precisando. Isso não só não vai te dar o job (cliente saca quando vc está enrolando ele), como vai ter fama de "careiro" e "ganancioso" no mercado. (Mas se colar, colou. E isso só com cliente tipo papai noel, que aparece umas duas vezes na sua carreira, fora isso, todos os clientes sempre pedem para baixar ou correm pro mais barato)
9. Se você não tiver muito campo de manobra na hora de fazer o seu preço, pergunte quanto o cliente teria para lhe pagar, e inverta o jogo desenvolvendo um escopo condizente com aquele valor, dizendo "por esse valor, eu só posso fazer tanto."
10. Nunca pergunte ao cliente o valor das propostas de seus concorrentes. Mostra insegurança e mostra que você molda o seu valor de acordo com os outros. É a maior pagação de mico.
Tabela publicada pela revista
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