quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O decorador Todd Oldham comanda a competição entre 12 aspirantes a designer


No dia 9 de fevereiro, sábado, às 21h, o Sony estréia o reality show "Top Design", em que doze aspirantes a designer competem por um prêmio de US$ 100 mil dólares, um carro novo e um editorial na revista Elle Decor.

Comandado pelo famoso designer de interiores Todd Oldhan, o programa apresenta desafios e provas para os competidores montarem com muita criatividade o melhor ambiente.

Com uma quantia limitada de dinheiro, cada aspirante a designer precisa procurar móveis, acessórios e objetos de decoração para compor um determinado cenário: o quarto de uma celebridade, uma cabana de praia, a sala de um chef de cozinha, entre outros.

Após cada o prova, os competidores são avalidos por um júri formado pelos designers Jonathan Adler e Kelly Wearstler e pela editora da Elle Decor, Margaret Russel.

Em fevereiro, o Sony também estréia as novas temporadas de "Grey´s Anatomy" e "Desperate Housewives"

Ouça o programa de rádio do Séries Etc. clicando aqui e venha deixar seus comentários no blog Legendado .

TOP DESIGN
Sony
Sábado às 21h - Estréia dia 9 de fevereiro

sábado, 19 de janeiro de 2008

Resposta da ACCRBA

Olá Maurício, Tudo Bem??
De certa forma, ficamos até lisonjeados pela crítica, pois não tinhamos noção da importância deste chamado informal que fizemos.
Entendemos, e não negamos que realmente não nos comunicamos direito, tanto é que colocamos isso no email resposta. Mas isso não se deve a uma falta de respeito, senão, nem faríamos tal chamado afim também de valorizar mais uma área dentre várias que valorizamos no projeto Palco do Rock, mas sim, a todo o trabalho que vimos desenvolvendo em prol da produção geral do evento e pelo coletivo também: a briga pelo retorno dos cachês das bandas, o qual estamos totalmente comprometidos agora, já visitando os meios de comunicação para deflagrar toda essa situação injusta que os músicos passam há 10 anos.
O que queremos que fique claro é que não fizemos um concurso oficial. Como dito acima, foi um chamado informal, pois eu, Gabriel Amorim, sou a pessoa que vem desenvolvendo ao longo dos anos o trabalho de designer. Tivemos alguns colaboradores, mas que infelizmente não podiam se dedicar devido aos seus compromissos pessoais, o que implicaria num atraso maior de nossos trabalhos. Somos uma associação, dependemos de voluntarimos. Então, por necessidade, venho acumulando também esta função. Afim de tentar direcioná-la a quem de conhecimento foi que tivemos essa idéia de fazer este chamado aos designers que tivessem interesse em desenvolver a ID do PDR 2008. Mas, como infelizmente, a diretoria e outros colaboradores não aprovaram as idéias que nos foram mandadas, tive mais uma vez que acumular esta função (a qual não quero mais) e desenvolver uma arte às pressas.
Foi como dissemos no outro email: cremos que o fator tempo tenha vitimado os demais designers, não colocando a capacidade de cada qual a prova. Ano que vem, organizaremos melhor esta idéia, oficialmente, afim de incentivar melhor esta área que nós rockers somos muito zelosos.
Pedimos mais uma vez que não encare isso como falta de respeito, e considere que estamos numa correria tremenda por interesses coletivos, para muitos. Combater seu próprio segmento (rock) só faz enfraquecê-lo.
ORKUT: www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5760159
Abraços,
Gabriel Amorim e Sandra de Cássia
Vice Presidente / Presidente ACCRBA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ACCRBA e a falta de respeito com Designers




Clique na imagem para ler

A ACCBA (Associação Cultural Clube do Rock Bahia) lançou no ano passado um concurso para escolher a ID visual do evento Palco do Rock 2008.
O que aconteceu foi que havia dado uma data para a entrega do material, conforme imagem abaixo
Tendo em vista que grande parte dos participantes do concurso já haviam entregue seus trabalhos, por motivos pessoais a ACCRBA resolver extender por mais alguns dias o tal concurso



Em nota com seu perfil Oficial, a ACCRBA estendeu o concurso até dia 01/01/2008

, alegando que daria mais uma chance a quem tinha se atrazado na entrega (começa ai a falta de respeito).













Após todo esse inconveniente, HOJE dia 14 de Janeiro de 2008 a ACCRBA Resolve divulga o vencedor, que por incrivel que pareça foi um dos membros da ACCRBA que entregou o material com total atrazo!
Nada contra o vencedor, mas nem precisava ter feito um concurso se o vencedor seria a própria ACCRBA.
Espero que a ACCRBA se desculpe claramente pelo ocorrido neste evento, pois foi sim uma completa falta de respeito.




Para quem quiser ver pessoalmente sobre a materia segue os links:
Site oficial da ACCRBA: http://www.accrba.com.br/
Comunidade Oficial no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5760159
Topico sobre o concurso: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=5760159&tid=2572994641518229452&start=1

Lembrando que para acessar o orkut você deve ser cadastrado!

Aguardo resposta da ACCRBA que será postada neste mesmo Blog.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

As fotográfioas que marcaram o mundo

Ainda lembro da primeira vez em que fui ver uma exposição fotográfica, era de Pierre Verger, foi no Museu de Artes Modernas da Bahia, eu tinha uns 16 anos e fui convidado por uma professora de artes que havia organizado a excursão. Fiquei encantado com a composição das fotos de Pierre, e logo comecei a me apaixonar pela arte da fotografia. Lembro que queria comprar uma maquina fotografica, eu fui barrado pelo meu pai, pois ele sempre colocou na minha cabeça de que era uma arte muito cara. Meu pai sempre quis que eu fosse escultor como ele. No passar do tempo, namorei com uma fotografa chamada Ana Clara, uma gaúcha que conheci nas noitadas de Porto Alegre, ela me fez entender um pouco mais sobre a arte da fotografia, com meu curso de design, comecei a entender melhor sobre fotos. Hoje navegando pela intertnet, comecei a olhar algumas fotografias sobre o dirigível Zeppelin e comecei a ver uma exposição fotográfica digital no site google. Ta ai, acabei de salva-las em meu computador e pretendo ainda ter algumas delas impressas, todas me sensibilizaram e muito.




A imagem de Che

A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois.

O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais)

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A agonia de Omayra

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985.

Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam. Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.

O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota.

Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.

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A menina do Vietnã

Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem.

Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.

Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.

Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

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Execução em Saigon

"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com minha câmara" - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em um de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro Vietcong.

Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.

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A menina Afegã

Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética.

Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de 1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-senuma das mais famosas da revista e do mundo.

No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que durou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.

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O beijo do Hotel de Ville

Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão.

Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma cópia da foto como agradecimento. 55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.

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O beijo da Time Square

O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se.

A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.

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O homem do tanque de Tiananmen

Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido", esta foi a alcunha que foi atribuído a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na República Popular Chinesa.

A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.

Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão (hã hã).

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Protesto silencioso

Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges.

Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído.Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coraçãomanteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.

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Espreitando a morte

Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.

A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota. Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.

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The Falling Man

The Falling Man é o título de uma fotografia tirada por Richard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres.

A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos setores da opinião pública norte-americana. Ato seguido, a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício. Ah sim... Mas eles passaram exaustivamente na TV a morte de Saddam...

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Triunfo dos Aliados

Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la.

A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque.Sendo assim foi modificada para que não ficasse feio para os soviéticos.

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Protegendo a cria

Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra do Vietnã em 1965 fugindo da chuva de bombas americanas.

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Necessidade

Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas de um grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura as calças do pai antes dele ser enterrado.

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 Viagens Balao Dirigivel Atlantico Hindenburg Helio Hidrogenio Acidente

O Balão dirigível Hindenburg do Barão Graf Zeppelin

A primeira viagem em 1937, ao chegar ao aeroporto de Lakehurst nos EUA, o dirigível pegou fogo e literalmente desapareceu em poucos minutos... Nunca se soube a razão do incêndio mas este evento trágico marcou o fim da era dos dirigíveis, substituídos por desconfortáveis e barulhentos aviões...

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Fotos que não encontrei descrição, muito mais por falta de tempo.


1960 Yasushi Nagao, Japão


1964 Donald McCullin, Inglaterra


1978 Sadayuki Mikami, Japão


1980 Michael Wells, Africa


1982 Robin Moyer,


1983 Mustafa Bozdemir


1984 Pablo Bartholomew


1995 Lucian Perkins


1996 Francesco Zizola


1997 Hocine


1992 James Nachtwey

Pierre Verger

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008


O avanço tecnológico e as alterações no comportamento do consumidor obrigam as empresas a se atualizarem para se adaptarem a um mercado cada vez mais competitivo. Depois de anos de atividade, elas começam a se questionar e ser questionadas sobre sua imagem. Quando é o momento ideal para reformular a logomarca? Será que é realmente necessário acompanhar essas transformações, adequar-se ao novo cenário da globalização, e mexer na imagem de uma empresa que vem fazendo sucesso em sua área de atuação há tanto tempo?

De acordo com Raphael Muller, gerente de marketing da Resultado Consultoria, de Curitiba, apenas reformular a marca com o intuito de modernizar a empresa e adaptá-la para os dias de hoje não é a solução para os problemas da empresa. "Essa reformulação deve vir acompanhada de uma orientação empresarial voltada para a geração de valor. É preciso que toda a organização esteja alinhada com a mesma estratégia", alerta.

Necessidade de mostrar um novo modelo administrativo, busca por novos clientes e consumidores, e obsolescência da logomarca são os principais fatores que levam empresas a reformular sua identidade visual. Mas, seja qual for o motivo da mudança, o processo de criação deve ser minucioso para que o objetivo final, que é de atingir o consumidor de maneira positiva, tenha sucesso total.

Atualizar ou substituir uma logomarca são tarefas bem mais complicadas do que se possa imaginar, mais ainda do que sua simples criação, afinal, sua importância está muito além de mostrar um belo design, mas na expressão da história da organização, seus valores e missão. Ela requer estudo detalhado, considerando o mercado de atuação, o público consumidor e sua percepção em relação a atual. Além disso, é necessário que o designer responsável pela revitalização esteja afinado com as tendências mundiais para propor uma identidade moderna porque novo não é sinônimo de moderno.

Grandes empresas, que muitas vezes contam com departamentos de comunicação e marketing, investem em pesquisa de opinião pública, consultoria, criação e publicidade antes de fazer qualquer alteração. Mas e as pequenas e médias empresas, que não dispõem de tal estrutura, o que devem fazer?

O case A Formiga

Quando, em 1988, Evani Frischamnn assumiu o comando de uma das sorveterias mais tradicionais de Curitiba, A Formiga, fundada em 1952, a empresa já possuía sua identidade visual (logomarca e placas de sinalização). Logo nas primeiras semanas, um casal que não retornava à cidade há quinze anos esteve na sorveteria e ficou maravilhado pelo fato de ela ainda estar ali, e de o sorvete ainda ser o mesmo que tomavam quando eram crianças. "Foi aí que eu percebi a importância e a força da tradição, valor que mantemos até hoje", revela Evani.

Naquela época, o desafio foi manter o que já estava ali, entregue de bandeja: tradição, produto saudável (sem conservantes, nem qualquer espécie de gordura adicional) e de qualidade, atendimento impecável e localização privilegiada. Quase vinte anos se passaram desde que o casal passou pela sorveteria. Até hoje, casais como aquele continuam se deliciando com "o gostinho da infância", e comprovando que a receita deu certo. Se tudo estava indo bem, por que mudar?

Max Frischmann, filho de Evani, foi o primeiro a questionar a logomarca e a pensar na revitalização. Para ele, havia a necessidade de adaptá-la em materiais como guardanapos, potinhos de sorvete e aventais, por exemplo, mas o ícone da logomarca não parecia se enquadrar em tais materiais. Foi aí que Max começou a procurar por empresas especializadas nesse tipo de mudança. Na busca pela revitalização, há quatro meses, depois de perceber as dificuldades com a logomarca, que já não traduzia a realidade da empresa, Max decidiu pedir ajuda a quem bem entende de dar vida às marcas. Entrou em contato com o D-Lab Design Laboratory, estúdio de design que há cinco anos atua em Curitiba.

O designer Daniel Mazer seria o responsável por toda a nova identidade visual da empresa. O desafio estava lançado. Como dar cara nova à logomarca, sem perder o conceito inicial? Como o consumidor reagiria àquela mudança? Será que pensaria que a empresa foi vendida ou, ainda, será que deixaria de usar o produto ou serviço? Muitas vezes o cliente associa mudança de visual, com mudança de dono, de receita. E o valor tradição pode desaparecer, previne Daniel. Ele explica que se a revitalização não for feita com o máximo cuidado, o cliente perde a identificação com a empresa e, inconscientemente, vê tudo diferente. Nem o "gostinho da infância" é mais percebido por causa daquela cara nova demais. "Quando criei a nova logomarca para a sorveteria, tive de preservar alguns elementos da original para poder aprovar toda a proposta de atualização da imagem corporativa", afirma Daniel.

A atitude de Max e Evani é difícil de ser tomada. E grande parte dos empresários ainda tem diversas barreiras em relação a essa mudança. Não é fácil perceber a hora certa de mudar a logomarca, principalmente se ela está associada ao sucesso. Por isso, é preciso que ela seja analisada com os olhos do consumidor, e não mantida apenas por questões emocionais ou de tradição. "A imagem de uma empresa não pode apenas agradar o proprietário ou ao designer. Ela precisa ser agradável ao consumidor", finaliza o designer.