domingo, 24 de agosto de 2008

Só rezando

Designer cria o santo dos design. Comfira:


sábado, 23 de agosto de 2008

Se a placa de pare não existisse

Mais um epsodio da série "vida de Design"


Abandonado o Ruindows

Como muitos já sabem, eu aos poucos estou abandonando o Bill Gates. Pois é, cansei dos erros e falhas do windows e da grande vulnerabilidade dele com vírus.
Ainda esse mês to trocando de maquina, vou abandonar meu velho pentuim 4 e comprar um iMac.

Agora você deve esta se perguntando, porque trocar um pc por um mac?
Existe 1000 motivos para não sair do windows, compatibilidade com outros pc, o velho problema das fontes e etc.
Pois eu baixei aqui em casa o leopard rackiado para processadores Intel e me surpreendi, a velocidade e a forma que o Os X trabalha é muito superior a plataforma windows, tive alguns problemas de compatibilidade com os programas da microsoft, mas foram facilmente resolvido com programas que diminuem essas diferenças. Para quem é designer tenho ótimas noticias, o mac roda com perfeição sem erros todos os programas da adobe, o unico problema que encontrei foi de usar o velho corel draw, que já foi substituído pelo inovador Ilustrator da Adobe.

bom, fica ai minha dica para vocês, e aguns motivos para você abandonar também o ultrapassado PC.

Lançamento do Windos 98 por Bill Gates

veja as risadinhas do Bill kkkkkkkkkk

I'am a Mac




segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A dona da cor

Já estou um bom tempo sem postar, mas prometo reatualizar o blog.

Ai vai uma atualização um bom material para ser lido por estudantes ou não...

colaborado por Tiago Souza

A percepção de cores não é dada diretamente pelas propriedades do estímulo. Ao invés disso, os comprimentos de onda são simbolizados (organizados) como estímulos psicologicamente significativos e, como tais, são percebidos e a eles se reage.


Minha última aventura em busca de conhecimento sobre design de informação foi no curso de Engenharia Cartográfica. Os caras que fazem mapas chamaram duas professoras de psicologia para falar sobre Cognição, disciplina que trata, entre outras, da forma como interpretamos os estímulos do mundo externo.

As duas vinham da corrente sócio-história da psicologia, que estuda o homem sempre dentro de seu contexto social. Nossos pensamentos, sentimentos, reações e outras funções cerebrais são determinadas pela sociedade em que vivemos e não por herança biológica, como se acredita em outras correntes mais positivistas.

As evidências são muitas. O caso da percepção de cores é emblemática. Um pesquisador russo chamado Luria estudou agricultores na extinta União Soviética e descobriu que eles simplesmente não conseguiam abstrair uma cor para além do objeto colorido. Para eles, só existiam as cores pêra, algodão estragado, algodão em flor, dente podre, esterco de bezerro, esterco de porco e etc. Azul? Vermelho? Verde? Nunca viram tais objetos antes...

Já os hanunu das Filipinas reconhecem quatro categorias de cores: preto, branco, verde e vermelho, que reúnem as cores por nós conhecidas e incluem propriedades como "seco" e "úmido". Uma secção marrom, brilhante e úmida de um bambu recém cortado é considerada verde e não vermelha, apesar de usarem vermelho para se referirem a objetos marrons em outros contextos.

Apesar das escolas ensinarem a versão científica da percepção de cores dos pigmentos, na qual o espectro se divide em 3 primárias (azul, vermelho e amarelo) e 3 secundárias (roxo, verde, laranja), o próprio nome das cores revela seu significado cultural.

Não pude fazer uma pesquisa etimológica do vocabulário em português porque não disponho de tal dicionário, mas fiz em inglês: green (verde) vem do inglês grow, que significa crescer. Inicialmente, indicava a cor das plantas vivas e, depois, tinha sentido mais amplo de joviedade.
yellow (amarelo) era usado inicialmente pelos negros trazidos da África para definir as pessoas de pele clara. Em 1856 foi registrado com o senso de covardice, apesar da cor já estar associada ao ensino.
orange (laranja) originou-se do sânscrito naranga, que significa "árvore de laranja".
red (vermelho) vem de reudh, que originou o termo de diversas línguas já se referindo à cor vermelha (latim "rufus", grego "erythros", sânscrito "ruddhira", etc). A luz vermelha para significar "pare" data de 1849, muito antes dos sinais de tráfego.
blue (azul) vem de bhle-was, que originou bla no alemão medieval e flavus no Latim significando amarelo. Na Escandinávia, originou blamaor, preto e em grego originou phalos, branco. O primeiro significado registrado é constância e, depois, luxúria. Com as blueprints (plantas-baixas), a cor ficou associada a planos detalhados.
purple (roxo) vem do grego porphyra, nome dado a um crustáceo do qual se extraía uma pedra semi-preciosa roxa. A tintura roxa produzida na fenícia já era usada para tingir roupas reais há milhares de anos. Ainda é a cor da reclusão e da penitência na Igreja e na realeza.


Por esse motivo, não se pode dizer que os comprimentos de onda da luz referentes ao vermelho tem o mesmo significado aqui e no mundo todo. Não nem mesmo reconhecer um mesmo significado dentro de uma mesma cultura, já que em lugares diferentes, terá efeitos diferentes. O vermelho é energético em academias, preocupante em hospitais e desafiante numa bebida. Isso sem falar que a percepção do vermelho dependerá das cores ao redor.

Então já que é tão variável seria melhor usar cores a esmo, idependente de significados culturais? Não! Melhor é conhecer bem o contexto em que ela será usada e escolher com muito cuidado. Segundo as professoras do curso, um tal de Vygotsky tem métodos interessantes para analisar a cognição humana. Um dia pesquiso mais sobre.

No campo de Interação Humano-Computador já conhecia o método de Contextual Inquiry, que veio da antropologia. Basicamente, o profissional visita o local de trabalho do usuário, conversa com ele e toma diversas anotações, principalmente no que se refere ao fluxo de trabalho. Quem sabe, poderia ser atualizado para incluir a análise cognitiva também.

[ Dica ] Para uma divertida coletânea de significados culturais das cores, recomendo altamente o site Color in Motion, produto da dissertação de mestrado de Maria Claudia Cortes.

Aproveite e conheça o curso de Especialização em Design de Interação do Instituto Faber-Ludens, onde dou aula.
Autor

Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 02/04/2005